A sua primeira aquisição imobiliária
Do planejamento financeiro até a entrega das chaves, em dez etapas. Cada uma delas existe para proteger o seu dinheiro e garantir que o imóvel seja realmente seu no fim do processo.
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Aprovação do crédito e planejamento financeiro
Antes de sair visitando imóvel, descubra quanto o banco realmente te empresta. A pré-aprovação do financiamento é gratuita, vale em média 30 dias e evita a pior das frustrações: se apaixonar por um imóvel que não cabe no seu orçamento.
Nessa etapa também vale levantar quanto você tem de FGTS disponível (pode ser usado na entrada, para abater o saldo devedor ou reduzir as parcelas) e verificar se você se enquadra em algum programa habitacional.
Separe também os custos de transferênciaAlém da entrada, você vai precisar de ITBI, escritura e registro — algo em torno de 4% a 5% do valor do imóvel na compra à vista. Calcule aqui quanto fica no seu caso.
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Busca, visitas e negociação
Com o valor definido, começa a busca. É aqui que um corretor que conhece a região faz diferença de verdade: qual rua alaga, qual condomínio tem obra prevista, qual quadra valorizou nos últimos anos e qual imóvel está anunciado acima do que o mercado paga.
Visite mais de uma opção antes de decidir, vá em horários diferentes e converse com vizinhos. Na negociação, o que pesa é informação: saber há quanto tempo o imóvel está anunciado e por quanto vendeu o apartamento do andar de cima muda completamente a conversa.
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Proposta e sinal (arras)
Aceita a proposta, assina-se o contrato de promessa de compra e venda com o pagamento do sinal. É esse documento que tira o imóvel do mercado e reserva ele para você.
Preste atenção no tipo de arras. Nas arras penitenciais, qualquer uma das partes pode desistir, pagando a penalidade prevista. Nas arras confirmatórias, o negócio é obrigatório e a desistência pode gerar cobrança judicial de perdas e danos.
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Due diligence: a auditoria da documentação
Essa é a etapa que evita a maior parte dos problemas. Levanta-se a certidão de ônus reais atualizada do imóvel (para verificar penhoras, hipotecas e usufrutos), as certidões pessoais dos vendedores (cíveis, trabalhistas, federais e de execução fiscal) e a situação de IPTU e condomínio.
Também se confere se a construção está averbada na matrícula. Imóvel com área construída não averbada não financia — e essa regularização pode levar meses.
Nunca pule esta etapaDívida trabalhista ou execução fiscal contra o vendedor pode alcançar o imóvel mesmo depois da venda, caracterizando fraude à execução. A certidão custa pouco e evita um prejuízo que pode ser total.
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Processo de financiamento no banco
Com a documentação em ordem, entra o banco. São três frentes acontecendo ao mesmo tempo: análise de crédito do comprador, avaliação de engenharia do imóvel e análise jurídica da documentação pelo departamento do banco.
Do protocolo à assinatura do contrato, o prazo médio fica entre 30 e 45 dias. É nessa fase que os documentos que você separou fazem diferença — quanto mais completo o envio inicial, menos idas e vindas.
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Proteção contratual
O contrato precisa prever o que acontece se algo der errado por motivo alheio à sua vontade. A cláusula essencial: caso seja identificado problema documental insanável ou o financiamento seja negado por razões que não dependem do comprador, o negócio é desfeito com devolução integral do sinal, sem ônus ou multa.
Sem essa cláusula, você pode perder o sinal por causa de um problema que nem era seu.
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Impostos, escritura e assinatura
Antes da escritura, paga-se o ITBI — 3% no município do Rio de Janeiro, calculado sobre o maior valor entre o preço de venda e o valor venal de referência.
Na compra à vista, lavra-se a escritura pública no cartório de notas. No financiamento, o próprio contrato do banco tem força de escritura pública e substitui esse documento, o que reduz bastante o custo.
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Registro: o momento em que o imóvel vira seu
Este é o passo mais importante e o mais subestimado. No Brasil, só é dono quem registra. Escritura assinada e ITBI pago não transferem a propriedade: a transferência acontece quando o título é registrado no Registro Geral de Imóveis (RGI) da circunscrição do imóvel.
Depois do registro, peça uma matrícula atualizada e confira se o seu nome está lá. Guarde esse documento.
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Entrega das chaves
A posse normalmente é transferida com o pagamento integral — no financiamento, após a liberação do crédito ao vendedor. Antes de receber as chaves, faça uma vistoria final: confira o estado do imóvel, se o que foi combinado ficar no lugar realmente ficou e se as contas de água, luz e gás estão quitadas.
Depois, transfira as contas de consumo e comunique o condomínio e a prefeitura sobre a mudança de titularidade.
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Quem paga o quê
Divisão usual de custos no Rio de Janeiro (pode variar conforme a negociação):
- Comprador: ITBI, custas da escritura, registro no RGI, taxas do financiamento e avaliação bancária
- Vendedor: certidões pessoais e do imóvel, laudêmio (quando o imóvel é foreiro), quitação de IPTU e condomínio até a data da venda e a comissão de corretagem
Glossário rápido
- ITBI
- Imposto municipal de transmissão, pago pelo comprador. No Rio de Janeiro, 3% sobre o maior valor entre venda e valor venal de referência.
- Arras penitenciais
- Sinal que permite a desistência do negócio mediante penalidade previamente definida em contrato.
- Due diligence
- Auditoria preventiva da documentação do imóvel e dos vendedores, feita antes do fechamento.
- RGI
- Registro Geral de Imóveis: o cartório onde o imóvel é registrado e onde a propriedade efetivamente muda de dono.
- Averbação
- Anotação na matrícula de qualquer alteração no imóvel — construção, ampliação, demolição, quitação de hipoteca.
- Laudêmio
- Valor devido à União ou a foreiro particular na transferência de imóveis em terreno de marinha, comum em áreas litorâneas.
Comprando com financiamento: o que separar
A maior parte das compras no Rio acontece com financiamento bancário. Reunir a documentação certa desde o início é o que faz o processo andar rápido.
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Documentos pessoais do comprador
É a base da análise de crédito. Sem eles o banco nem inicia o processo:
- Documento de identificação — RG e CPF, ou CNH
- Carteira de Trabalho (física ou digital em PDF)
- Extrato do FGTS dos últimos meses
- Declaração de Imposto de Renda completa, com o recibo de entrega
- Comprovante de residência atualizado
- Certidão de nascimento ou casamento
Se você é autônomo, some a isso o extrato bancário dos últimos 12 meses — é com ele que o banco comprova a sua renda.
Já sabe qual imóvel quer?Na página de cada imóvel do site existe um botão para enviar esses documentos direto para mim e receber a simulação de financiamento sem custo. Ver imóveis disponíveis.
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Como o banco calcula quanto te empresta
Duas regras principais: a parcela não pode comprometer mais de 30% da renda familiar bruta, e o financiamento cobre no máximo 80% do valor do imóvel na maioria das linhas (os 20% restantes são a entrada).
Renda de cônjuge, companheiro ou familiar pode ser somada para aumentar a capacidade de crédito — o chamado composição de renda.
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Usando o FGTS
O FGTS pode ser usado na entrada, para amortizar o saldo devedor ou para reduzir o valor das parcelas. As condições principais: o imóvel precisa ser residencial urbano, estar na cidade onde você mora ou trabalha, você não pode ter outro imóvel no mesmo município e precisa ter pelo menos 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, somando todos os contratos.
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Prazos realistas
Da proposta aceita até a entrega das chaves, o processo com financiamento leva em média 60 a 90 dias. Compra à vista com documentação em ordem fecha em 30 a 45 dias.
Se houver inventário pendente, construção não averbada ou algum problema na matrícula, esse prazo pode dobrar. Por isso a due diligence entra cedo.
Cinco erros que custam caro
Todos eles são evitáveis. Vale a leitura antes de assinar qualquer coisa.
Esquecer os custos de cartório
Muita gente junta a entrada e descobre tarde que faltam mais 4% a 5% para ITBI, escritura e registro. Esse dinheiro precisa estar separado.
Confiar só na escritura
Escritura não transfere propriedade. Enquanto não houver registro no RGI, o imóvel ainda não é seu — e o vendedor pode, em tese, vendê-lo de novo.
Pular as certidões do vendedor
Dívida trabalhista ou execução fiscal contra quem vende pode alcançar o imóvel depois da compra. As certidões custam pouco perto do risco.
Pagar sinal sem contrato
Sinal transferido no PIX, sem contrato assinado e sem cláusula de devolução, é dinheiro difícil de reaver se o negócio não andar.
Comprometer a renda no limite
Aprovar a maior parcela possível deixa você sem folga para condomínio, IPTU, reforma e imprevisto. Compre com margem.
Não visitar em horários diferentes
Barulho, sol, trânsito e movimento da rua mudam completamente entre a manhã de terça e a noite de sexta. Visite mais de uma vez.
Pronto para dar o próximo passo?
Se ficou alguma dúvida sobre qualquer etapa, me chame. Eu acompanho todo o processo com você, do primeiro cálculo até a entrega das chaves.